Léo Castro: E aí prefeito?

Foto: Reprodução.

Sobre o possível corte da verba da Prefeitura do Rio para o carnaval 2018.
Agora me pergunto: Cadê aqueles presidentes que declaram apoio incondicional ao prefeito Marcelo Crivella? Estamos aguardando vocês se pronunciarem. Mas, como não vão se pronunciar, eu venho expor a minha visão sobre o assunto.
Primeiramente, não precisa ser do mundo carnavalesco para ter noção de quando a prefeitura recebe de lucro oriundo do carnaval carioca. Atualmente, a prefeitura repassa para cada agremiação do grupo Especial 2 milhões de reais, uns seiscentos e poucos mil para as agremiações da Série A (antigo grupo de acesso), fora os valores para as escolas que desfilam na Intendente Magalhães que são bem inferiores aos já citados. Agora o prefeito quer sacrificar os nossos desfiles com o discurso de que vai pegar a metade do dinheiro da maior festa cultural do planeta para aplicar na construção de novas creches e escolas? Eu te pergunto, a verba da educação é uma das maiores do município, e aonde esta sendo investida?
Senhor prefeito, você precisa do lucro que o carnaval dá para a nossa cidade. Esse dinheiro é de muita serventia para que a Vossa Senhoria invista na cidade, agora querer acabar com o carnaval por ser evangélico e utilizar esse discurso fajuto não cola com o povo sambista.

Foto: Reprodução/internet.
Se buscarmos em nossas memórias, o carnaval há muito tempo atrás era a grande festa popular, onde todos brincavam e curtiam com a alegria estampada no rosto, o povo tinha acesso aos desfiles memoráveis na presidente Vargas. De lá pra cá, os verdadeiros sambistas vem perdendo o seu direto de curtir o que mais gosta, os anos se passaram e o carnaval carioca foi se tornando elitizado, com preços absurdos dos ingressos para que o povo tivesse acesso aos desfiles na Sapucaí. O carnaval foi virando uma estrutura S/A (já dizia o grande Aluízio Machado), ou seja, uma grande empresa cultural, onde é responsável pela geração de inúmeros empregos, uma tamanha riqueza cultural que pode ser apreciada não somente pelos amantes do carnaval, mais também para os próprios alunos da rede (o prefeito podia pensar nessa parceria). As agremiações tem oficinas de percussão, adereços, mestre-sala e porta-bandeira, passistas e por aí vai. Olha quanta coisa uma agremiação pode oferecer e ainda tem gente que fala mal do nosso carnaval.
Acredito que o senhor poderia mudar o discurso e valorizar as agremiações que contribuem para o enriquecimento cultural da nossa cidade. Vamos pensar em construir a cidade do samba 2 e 3, para substituir o espaço que mal podemos chamar de barracão, geralmente insalubres, para driblar os obstáculos e produzir o maior espetáculo cultural da terra.
Não deixe o samba morrer, não deixa a nossa cultura acabar, o povo precisa do samba como fonte de cultura!
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